A relação de trabalho entre o encenador Daniel Gorjão e o actor João-Villas Boas já não é nova. Trabalharam numa mão cheia de espectáculos, e neste “Onde não puderes amar não te demores”, o actor surge a solo. Segundo afirmou ao Coffeepaste (ver entrevista abaixo) foi um desafio especial.

Este é um espectáculo construido a partir de cartas da artista Frida Kahlo ao longo da sua vida. O palco, à excepção do corpo de Villas-Boas e do que parece ser uma coroa de flores, está vazio. Durante a cerca de uma hora da performance, alternam as cartas ditas pelo protagonista e gravadas, a música, e o movimento.

Ora, o movimento é um factor muito importante, e assume papel primordial. João Villas-Boas tem uma fisicalidade impressionante e, ora está quase imóvel, ora “rasteja” pelo palco com movimentos quase animais, ora rodopia numa vertigem que parece não ter fim.

O espectáculo inicia com uma gravação de um texto em loop, enquanto o público entra na sala. No palco, o actor deitado no chão. A performance começa calma mas pungente, dirige-se para um momento frenético cheio de energia, e termina de forma muito tocante.

Tanto Daniel Gorjão como João Vilas-Boas são dois artistas a continuar a seguir com atenção, já que nos fazem pensar, falam de temas universais e importantes, e nos fazem sair do teatro diferentes do que entrámos.

Entrevista do actor João Villas-Boas ao Coffeepaste

Onde não puderes amar não te demores
Direcção Artística | Daniel Gorjão
Dramaturgia | Maria Jorge
Interpretação | João Villas-Boas
Apoio ao Movimento | Maria Carvalho
Desenho de Luz e Direcção Técnica | Sara Garrinhas
Música Original e sonoplastia | Miguel Lucas Mendes
Teaser e imagem promocional | Miguel Leitão
Figurinos | JFD Ideas and Details
Execução figurinos | Atelier Teresa Capitão
Produção Executiva | Mónica Talina
Produção | Teatro do Vão

Categorias: Teatro

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